Há sempre um começo que não se sabe começo. Às vezes ele se dá num silêncio miúdo, às vezes num ruído insistente no tempo. Não há método que capture o instante em que algo começa a escrever-se por dentro. Talvez tenha sido numa manhã qualquer, entre um gole de café e uma lembrança torta, que este trabalho começou a se formar — não como projeto, mas como urgência. O que aqui se escreve não é apenas um texto profissional: é um gesto de escuta do corpo, um esforço para mapear os afetos, as inquietações e os desvios que atravessam a vida. Mais do que uma resposta às exigência cotidianas, esta escrita se apresenta como vestígio de um processo de subjetivação em curso, onde o cuidado de si se faz verbo, ritmo, respiração e desejo. Boa leitura!